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Vídeo sobre Behaviorismo Editado


Olá pessoal! 



Segue o vídeo sobre behaviorismo conforme foi apresentado em aula pela Liediani de Souza e pela Monique Fracaro. 

O video tem aproximadamente 15 minutos e foi dividido em duas partes, nos links abaixo. 

http://www.youtube.com/watch?v=ckxlyRxAf_g


http://www.youtube.com/watch?v=Cu1VjsRV1Ac


Bom proveito!




Textos das aulas sobre Behaviorismo (Parte V)


Olá pessoal! 
Damos continuidade à publicação dos textos que foram utilizados nas aulas em que tematizamos o Behaviorismo. 


Este é o texto que foi utilizado na Aula 3 da Liediani de Souza e da Monique Fracaro.

Bom proveito!


Textos das aulas sobre Behaviorismo (Parte IV)


Olá pessoal! 
Damos continuidade à publicação dos textos que foram utilizados nas aulas em que tematizamos o Behaviorismo. 


Este é o texto que foi utilizado na Aula 2 da Liediani de Souza e da Monique Fracaro.

Bom proveito!

Textos das aulas sobre Behaviorismo (Parte III)


Olá pessoal! 
Damos continuidade à publicação dos textos que foram utilizados nas aulas em que tematizamos o Behaviorismo. 


Este é o texto que foi utilizado na Aula 1 da Liediani de Souza e da Monique Fracaro.

Bom proveito!

A máquina de ensinar

Segue abaixo um vídeo do próprio B.F. Skinner apresentando e defendendo seu revolucionário método de ensino, a máquina de ensinar, baseada nos pressupostos do behaviorismo radical, em particular na estratégia de reforçamento imediato do comportamento dos alunos:


O que você achou? Vamos discutir!

Vídeo: Modelagem - Objetivos de Ensino

O vídeo abaixo é uma boa dica, pois além de contar um pouquinho mais sobre a vida de B.F. Skinner, também explica um processo muito importante para o behaviorismo, chamado modelagem.






Nas palavras do próprio vídeo: a essência do trabalho de Skinner é que podemos manipular (não no sentido ruim que a palavra "manipular" adquiriu, mas simplesmente significando "agir sobre") os ambientes de maneiras que nos permitem produzir qualquer tipo de comportamento que desejamos e que podemos desenvolver pessoas tornando possível qualquer futuro que desejarem.

As contribuições para o campo da educação que o vídeo apresenta são principalmente relacionadas ao planejamento de ensino. Sempre lembrando que o experimento com o pombo é apenas uma ilustração dos processos comportamentais humanos, perceba o que Skinner faz: ele tem em mente um objetivo, um comportamento final que ele espera que o pombo apresente: dar uma volta completa no sentido anti-horário. O pombo inicialmente não é capaz de apresentar este comportamento para receber a recompensa, afinal ninguém nasce sabendo, mas somos capazes de aprender. Para isso ele estabelece comportamentos intermediários e vai recompensando-os pouco a pouco quando são apresentados: virar a cabeça para a esquerda, depois o corpo todo, e assim por diante, até a volta completa.

Assim é também na educação de crianças: é preciso que o educador tenha seus objetivos de ensino bem claros, e esteja atento para cada progresso dos alunos no sentido destes objetivos, recompensando cada passo avançado para garantir que a criança saiba que está no caminho. E para esta recompensa, basta um sorriso, um comentário confirmatório, um gesto de atenção. Lembre-se da importância que você tem para eles.

A discussão continua nos comentários e nas nossas aulas.
Até a próxima!

Autor: Fabio Henrique Medeiros Bogo
Referências: KUBO, Olga Mitsue e BOTOMÉ, Sílvio Paulo. Ensino-aprendizagem: uma interação entre dois processos comportamentais. Interação em Psicologia, Vol. 5 (2001).  

Behaviorismo: o que é?

Olá colegas!

Em nossa disciplina estaremos nos próximos encontros discutindo algumas das principais abordagens da Psicologia e de que maneira elas contribuem para a prática educativa. A primeira abordagem que estudaremos é a chamada por muitos de "behaviorismo". Para esclarecer do que se trata, vamos ler o texto abaixo.

O que é o Behaviorismo? 

Antes de mais nada, é importante dizer que o behaviorismo não é, em si, parte da Psicologia (que já sabemos ser uma ciência). É, sim, uma filosofîa: questiona, interroga, propõe alguns problemas a serem respondidos. Esta filosofia é que fundamenta a Ciência do Comportamento, ou, Análise do Comportamento. Na literatura, vamos às vezes encontrar vários nomes: designando equivocadamente a mesma coisa. Outras vezes as nomenclaturas estarão diferenciadas.

O nome "behaviorismo" vem da palavra em inglês behavior, que  significa "comportamento"; é por isso que alguns autores usam o nome em português, "comportamentalismo". E é exatamente este o objeto de estudo deste campo do conhecimento: o comportamento humano. Teve início com John Watson, o autor do Behaviorismo Metodológico, que se propunha a analisar apenas os comportamentos observáveis, afirmando que haviam sim atos mentais, mas que eram inacessíveis. Foi com o americano B.F. Skinner que surgiu o Behaviorismo Radical, trazendo a proposta de acessar a raiz dos fenômenos humanos, como vamos entender logo abaixo.

De acordo com o Behaviorismo Radical, o chamado comportamento operante é definido como "a relação entre tudo o que os organismos fazem e o ambiente em que o fazem", ou seja, toda influência do mundo nas ações das pessoas e, ao mesmo tempo, as mudanças que estas ações provocam no mundo. Esse mundo em que agimos, em que operamos (daí vem o nome, "operante") inclui a natureza, os ambientes externos, os objetos (mesas, cadeiras, computadores...), e até mesmo o mundo dentro da nossa pele - nosso próprio corpo!

Vamos analisar um exemplo bem simples? Lá vai:

Imaginemos que você esteja com bastante fome. Trata-se de um aviso que o seu organismo lhe dá, dizendo que está precisando de nutrientes e energia para continuar funcionando. Podemos até fazer uma lista de sensações bem conhecidas: estômago roncando, salivação na boca, leve fraqueza e outras manifestações do seu corpo, que vamos chamar de ambiente. Diante disto, nada mais natural que você tentar modificar este ambiente (corpo com fome), não é mesmo? Para isso, a sua resposta provavelmente será comer. Pode ser de várias formas: indo a um delicioso restaurante, colhendo uma fruta no pé ou comprando um lanchinho na cantina mais próxima, não importa: vale tudo para ter como consequência a sua fome saciada.

Fica mais fácil se organizarmos estas informações num quadro, veja:














Os princípios do behaviorismo radical são simples: na raiz de todo fenômeno humano (cultura, emoções, relacionamentos, sonhos, ensino e aprendizagem etc) está o processo onde as ações do homem são determinadas pelo ambiente dentro e fora da pele ao mesmo tempo em que o determinam.

Além disso, toda ação no mundo produz alguns efeitos que aumentam ou diminuem a probabilidade de que aquele comportamento volte a acontecer. Se para saciar sua fome você decide tirar do armário aquele velho pacote de biscoitos e ao provar descobre que estão estragados, vai ser bem mais difícil que recorra aos biscoitos da próxima vez que sentir fome. Ou pelo menos àqueles biscoitos, guardados naquele armário. Esta é a base para o fenômeno do ensino-aprendizagem, que discutiremos melhor num outro post deste blog.

E apesar do exemplo acima talvez não deixar tão claro, vamos lembrar do mais importante: a antiga noção de causalidade (uma causa para um efeito) é substituída pela noção de muitos determinantes: tudo o que está no mundo tem algum grau de influência no comportamento.

... E o que é então a Análise do Comportamento?

Assim, a tarefa da ciência psicológica chamada Análise do Comportamento é estudar a fundo cada componente desta relação. Por exemplo: no caso acima, há quanto tempo você estava sem comer? O que você havia feito até então, desde que acordou? E quanto à resposta, "comer", de que maneira ela se deu? Onde, como, com que velocidade, em que quantidade e que tipo de alimento comeu? Etc.


A Análise do Comportamento investiga as respostas para todas estas perguntas e nos leva a fazer muitas outras, quando estamos olhando para diversos contextos – inclusive o das salas de aula, que é o que nos interessa.

O fundamental é conseguir enxergar como as ações daquele grupo de pessoas, você e os alunos, interferem entre si e transformam o ambiente dentro e fora da sala de aula.

Agora é partir para a discussão!
Até a próxima! 

Autor: Fabio Henrique Medeiros Bogo
Fonte: SKINNER, B.F. Sobre o Behaviorismo. São Paulo: Cultrix, 2006.